Tradução — Tafsir
Significados das palavras:
- Mā lakum: O que há convosco? / Que tendes?
- Kayfa taḥkumūn: Como julgais? / Como decidis?
Interpretação do versículo:
Este versículo é uma repreensão severa e uma interpelação surpreendente dirigida aos idólatras de Quraysh. Eles acreditavam que, se houvesse uma ressurreição e um Dia do Juízo, os crentes e os descrentes receberiam o mesmo tratamento — ou seja, que os obedientes a Deus e os pecadores seriam igualmente recompensados ou punidos. Deus, então, os confronta com uma pergunta retórica carregada de censura: "O que há convosco? Como julgais?" — isto é, como podeis tomar uma decisão tão injusta e tão contrária à razão e à justiça? Como podeis igualar aqueles que se submetem a Deus na obediência com aqueles que O negam e se afastam da verdade? Essa equiparação é um julgamento corrupto e absurdo, que não se sustenta nem diante da lógica humana, nem diante da justiça divina.
O versículo é uma virada retórica que expressa espanto e reprovação diante de um raciocínio tão distorcido. É como se Deus dissesse: "Que argumento é esse? Que lógica é essa que vos leva a equiparar o justo ao injusto, o crente ao incrédulo, o obediente ao desobediente?" A pergunta não espera resposta, pois a própria formulação já evidencia a impossibilidade de uma justificativa razoável. Trata-se de um chamado à reflexão sobre os critérios de julgamento: será que a justiça divina, que é perfeita, trataria igualmente aqueles que seguiram o bem e aqueles que se afundaram no mal? Certamente que não.
Lições e benefícios extraídos do versículo:
- A justiça de Deus é perfeita e não se compara à justiça humana: Deus jamais iguala o bem e o mal, o crente e o incrédulo. Cada um será recompensado conforme as suas obras, pois a sabedoria divina exige essa distinção.
- A importância de usar a razão corretamente: O versículo convida o ser humano a refletir antes de emitir qualquer juízo, especialmente sobre as questões da fé e da vida após a morte. O julgamento baseado em caprichos ou interesses pessoais leva ao erro e à injustiça.
- A gravidade de equiparar o certo ao errado: Igualar aqueles que obedecem a Deus com aqueles que O desafiam é uma forma de injustiça moral e espiritual. O Islão ensina que a verdade e a falsidade nunca se equivalem, e que o esforço na obediência a Deus tem um valor imenso perante Ele.
- A misericórdia de Deus em alertar os seres humanos: Ao repreender os idólatras com essa pergunta, Deus lhes dá a oportunidade de reverem seus conceitos e retornarem à verdade. Isso demonstra a paciência divina e o desejo de guiar a humanidade ao caminho reto.
- A certeza da recompensa e da punição: Este versículo reforça a crença no Dia do Juízo, onde cada alma será julgada com justiça absoluta. Essa crença dá sentido à vida e motiva o crente a buscar o bem e evitar o mal, sabendo que nada será perdido ou esquecido.
📜 Versículo 34-38 — Surata Al-Qalam
Tradução — Al-Qalam 36
Surata Al-Qalam Versículo 36 - Ler, Ouvir, Tradução, Português : O que há convosco? Como julgais assim?Surata Versículo 36/52 — Surata Al-Qalam القلم (Mecana). Ler Ouvir Tradução (Português). Ouvir: Surata Al-Qalam Ouvir, Surata Al-Qalam Tradução, Surata Al-Qalam mp3, Surata Al-Qalam pdf. Versículo 34–38. Em Português: Español.
Alcorão Sagrado
Tuesday, September 8, 2026
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