Al-Qalam · 36/52
Tradução Transliteração — Surata Al-Qalam
مَا لَكُمْ كَيْفَ تَحْكُمُونَ ۝٣٦
Maa lakum kaifa tahhkumoon
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O que há convosco? Como julgais assim?

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Tradução — Tafsir

Significados das palavras:

  • Mā lakum: O que há convosco? / Que tendes?
  • Kayfa taḥkumūn: Como julgais? / Como decidis?

Interpretação do versículo:

Este versículo é uma repreensão severa e uma interpelação surpreendente dirigida aos idólatras de Quraysh. Eles acreditavam que, se houvesse uma ressurreição e um Dia do Juízo, os crentes e os descrentes receberiam o mesmo tratamento — ou seja, que os obedientes a Deus e os pecadores seriam igualmente recompensados ou punidos. Deus, então, os confronta com uma pergunta retórica carregada de censura: "O que há convosco? Como julgais?" — isto é, como podeis tomar uma decisão tão injusta e tão contrária à razão e à justiça? Como podeis igualar aqueles que se submetem a Deus na obediência com aqueles que O negam e se afastam da verdade? Essa equiparação é um julgamento corrupto e absurdo, que não se sustenta nem diante da lógica humana, nem diante da justiça divina.

O versículo é uma virada retórica que expressa espanto e reprovação diante de um raciocínio tão distorcido. É como se Deus dissesse: "Que argumento é esse? Que lógica é essa que vos leva a equiparar o justo ao injusto, o crente ao incrédulo, o obediente ao desobediente?" A pergunta não espera resposta, pois a própria formulação já evidencia a impossibilidade de uma justificativa razoável. Trata-se de um chamado à reflexão sobre os critérios de julgamento: será que a justiça divina, que é perfeita, trataria igualmente aqueles que seguiram o bem e aqueles que se afundaram no mal? Certamente que não.

Lições e benefícios extraídos do versículo:

  1. A justiça de Deus é perfeita e não se compara à justiça humana: Deus jamais iguala o bem e o mal, o crente e o incrédulo. Cada um será recompensado conforme as suas obras, pois a sabedoria divina exige essa distinção.
  2. A importância de usar a razão corretamente: O versículo convida o ser humano a refletir antes de emitir qualquer juízo, especialmente sobre as questões da fé e da vida após a morte. O julgamento baseado em caprichos ou interesses pessoais leva ao erro e à injustiça.
  3. A gravidade de equiparar o certo ao errado: Igualar aqueles que obedecem a Deus com aqueles que O desafiam é uma forma de injustiça moral e espiritual. O Islão ensina que a verdade e a falsidade nunca se equivalem, e que o esforço na obediência a Deus tem um valor imenso perante Ele.
  4. A misericórdia de Deus em alertar os seres humanos: Ao repreender os idólatras com essa pergunta, Deus lhes dá a oportunidade de reverem seus conceitos e retornarem à verdade. Isso demonstra a paciência divina e o desejo de guiar a humanidade ao caminho reto.
  5. A certeza da recompensa e da punição: Este versículo reforça a crença no Dia do Juízo, onde cada alma será julgada com justiça absoluta. Essa crença dá sentido à vida e motiva o crente a buscar o bem e evitar o mal, sabendo que nada será perdido ou esquecido.


📜 Versículo 34-38 — Surata Al-Qalam

34إِنَّ لِلْمُتَّقِينَ عِندَ رَبِّهِمْ جَنَّاتِ النَّعِيمِ
Em verdade, para os tementes, haverá jardins do prazer, ao lado do seu Senhor.
35أَفَنَجْعَلُ الْمُسْلِمِينَ كَالْمُجْرِمِينَ
Porventura, consideramos os muçulmanos, tal como os pecadores?
36مَا لَكُمْ كَيْفَ تَحْكُمُونَ
O que há convosco? Como julgais assim?
37أَمْ لَكُمْ كِتَابٌ فِيهِ تَدْرُسُونَ
Ou, acaso, tendes algum livro em que aprendeis,
38إِنَّ لَكُمْ فِيهِ لَمَا تَخَيَّرُونَ
A conseguir o que preferis?
Al-QalamÍndice do Alcorão
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Tradução — Al-Qalam 36

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Alcorão Sagrado


Tuesday, September 8, 2026

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